Medo de dormir (paroles)

•setembro 26, 2009 • 1 Comentário

Medo do silêncio
Não da pra aguentar
Faço uma canção
Pr’acalentar
Minha alma desperta
Um tanto quanto incerta
Entre o dormir e o acordar
É o medo de não despertar
Desejo de poder sonhar
Sem medo de naufragar em mim…
E assim:
Deixo a porta aberta…
Deixo a porta aberta
Pra vida entrar

tuiu

Deserto Manifesto Calado

•setembro 24, 2009 • Deixe um comentário
Edward Hopper – Excursions into Philosophy

…é quando rompo o silêncio e através dos teus gestos percebo que a luz que aos meus olhos atravessa é exatamente a mesma que sai dos teus. Me conduz sinuosamente por teu corpo. tateio aos poucos tua ternura e sinuosamente deixo meu corpo falar ao seu…
É ai que esqueço o mundo –esquecemos– manifestamos tudo, e hajam manifestos, nos olhamos dizendo: ajam, manifestos! Nos pegamos manifestando por aí, e manifestamos pra quê? por quê? em nome de quem? Para, por e pelo amor! Para, pelo, e por amar!
Lembro que não aprendi a fazer poesias de protesto, e até detesto poesias de protesto, mas em nome do amor… ah, em nome do amor, você diz: vale tudo! Guerras, feridas, mordidas, massacres, sortilégios… É por isso que peço: chega na carne e FERE! Memastigue.memastigue.memastigue…
Cesso.
Rompe o dia,e passaros apaixonados cantam sobre nós… Já dentro de mim faz silêncio: quando você foi embora, só me sobrou –de repente– esse deserto e calado manifesto…

tuiu

…sim!

•setembro 19, 2009 • 2 Comentários
Imagem: o estrangeiro por francisco mendes

Quero tudo que não mais importa: do riso falso às lágrimas de crocodilo.
Quero a demencia dos loucos, a audácia dos bandidos, e as ilusões dos enamorados.
Quero tudo que já não faz falta, tudo que foi guardado e esquecido.
Quero o mofo, o bolor do pão não comido, por consequência mal-amado…
Quero acordar com certeza de que me entupi de cigarros e só o fiz por que na vida não há mesmo graça
Só a desgraça do câncer na garganta e não poder mais cantar as canções do Gainsbour em francês mal falado
Quero nascer de novo, só pra morrer atropelado e ouvir no rádio, como espirito, dizerem meu nome errado
Quero me fazer entendido, depois enterrado
Quero me fazer esquecido, depois relembrado
Quero me fazer ficticio, ter me reinventado da maneira que sempre sonhei:
Um poeta rebelde apaixonado pela cor vermelha com todas as mulheres do mundo a seus pés
Que virou rei de seu país e foi pra África exilado porque bebeu demais com dinheiro público
Quero tudo que não mais importa: a glória do drible bonito e do gol de mão não anulado
Depois –sim– quero tudo de volta: o que espalhei por aí do primeiro verso ao derradeiro fim
Como se houvesse…

tuiu[sempre ele...¬¬]

"…cores de Frida Kahlo, cores…"(AC)

•setembro 17, 2009 • 2 Comentários

Para Frida, que me cala ao som de Chavela Vargas…

O pedaço inteiro de mim canta em som remasterizado
Desmancha a maquiagem das mocinhas e as faz cantar bonito
Sou só isso: pedaço inteiro solto no mundo
Mas aceito de bom grado uns trejeitos encadeados
Pelas canções de Chavela Vargas…
Calo.
Frida me explica a fome do mundo
E a fome de sua alma em sentir tudo
Para dizer ao mundo em cores fortes
A beleza da fome de sentindos do mundo
Olho-a nos olhos, fogo embaixo da sombrancelha
Frida, juro que quero entender isso
Mas como faço pra fazer o mundo chegar ao meu quarto?
Frida se cala, e vê que nada sei dos sentidos do mundo
E pede que eu comece pelas canções da Chavela Vargas
Pra mais tarde conversarmos…
Pensei em dizer algo profundo que a fizesse me querer novamente
Mas Calo, e deixo Frida ir…

tuiu

•setembro 12, 2009 • 1 Comentário

“Menina-moça
Pega essa bossa
Solta essa bolsa
Deixa de troça
e vem sambar…”

Ser poeta é mais do que ser, é sentir…

•setembro 10, 2009 • 1 Comentário
Klimt Remastered por İmge Su Özbilge

Poetabsurda

Minha poeta preferida é uma poeta do absurdo.
Rejeita todos com um ódio amoroso, e é grande demais pra esse mundo…
Porque tem gente que simplesmente nasce com tudo?
Eu que inda me bato pro verso certo, que nunca aprendi direito a manejar tijolos, tento entender, filosofia vã, como é que pode minha preferida absurda poeta, simplesmente ser e mal saber disso…
Poeta absurda minha, que é só minha sem me pertencer…
Guarda o que digo, nesse verso surdo: Meu amor, poeta, é absurdo…

tuiu

"Dê amor, dê paixão, dê espera, dê esperma, dê prazer, dê fogo, dê uma nela de carinho…"(T.A.)

•setembro 8, 2009 • 1 Comentário
O amor da Menina triste c’olharzinho de penumbra e do Menino do nariz arrebitado que se chama R.

Menina triste c’olharzinho de penumbra
Perdoa eu, perdoa, vá… só um tiquin preu não sair chorado…
Pode ser de raspão, de toquin, de lado, perdoa eu, perdoa, vá…

Menino do nariz arrebitado que se chama R.
Perdoo não, que é malvada a coisa que cê fez
Da próxima vez não vai ter vez pra fazer maldade.

E como assim proxima vez sem vez? É pra tentar de novo?
Menina triste c’olharzinho de penumbra que tanto gosto, que gosto tanto…
É pra tentar de novo?

Como é que explico sem complicar? É que pode, mas também não…
Menino do nariz arrebitado que se chama R…
Tenho medo de sentir saudade, e se você for?

Se eu for eu volto, você é eu ficando…
Rumo pro Norte e olho pra trás c’olharzinho de penumbra sangrando
E aí o peitaperta, e nem vou, volto atrás, te juro…

Quem jura mente, R…
E se vida nova brotar de mim por você?
Como é que fico sem prumo, sem rumo, com coração aperreado…?

Já não disse que não vou?!
E que se não for, mesmo que eu vá, não vou: eu volto?
Já nem te juro, PROMETO.

Promete assim, em letra grande, pr’olhar de todo mundo?
Olha que é promessa, promessa quebrada é Deus que cobra…
E não quero Deus cobrando as coisas que cê prometeu

Que venha Deus, e até Diabo!
Se prometi, tá prometido, sem tirar nem por…
Aceite!

Oh, R, Menino do nariz arrebitado!
Te perdoo, meu lindo, tá perdoado!
Pode chegar, dê cá um beijo!

tuiu

Poeta que é poeta não desperdiça palavras: as lavra, para que brotem poemas…

•agosto 26, 2009 • 1 Comentário
Pintura de Pino Giuseppe Dangelico (Recomendação de Flornoasfalto)

"De tudo que eu li, de tudo que eu sei, parece tão bom, mas é tão ruim pensar que assim eu chego até mim: e falta lembrar do tom…"

•agosto 20, 2009 • Deixe um comentário

*História Real Sobre Paleontologia*

Eles arrastaram meio mundo, foi tão fácil…
Capuzes pretos, olhos espirrando ódio, matar, matar, matar, ou morrer; tão facil…
A beleza dela que os move, sim, também têm sua Helena de Tróia.
Coisa pós-moderna, beleza sem par somente vista na tela de um computador, chama-se Tarsila, sua Helena de Tróia tem o mesmo nome da pintora.
Certeza de que por ela, pela Tarsila, por aquela beleza dentro da tela do computador, muitos homens poderiam morrer e matar, somente para poder vê-la banhar-se num maiô retrô, em uma piscina de bolas de plástico.
Resultado: paises entrando em guerra, homem a homem cada um virando bicho, pelo desejo de Tarsila.
Até o dia que uma noticia chega ao rádio, periódicos e televisão: Tarsila morre vitima de vírus de computador.
Que seria dos homens agora? O que iriam fazer? Pelo que iriam lutar?
Foram 3 dias de pura diplomacia, discussões para resolver o que iriam fazer a partir de agora, pelo que iriam lutar. Havia algo que valesse a pena?
Bom senso posto na mesa, foi decretado: nenhum ideal pelo qual valesse sujar as mãos.
Sendo assim, voltaram todos para suas casas e respectivas mulheres, lembraram destas só agora, sob devastação. E essas, coitadas, já quase todas carcomidas: quase não queriam homens, e quando queriam cobravam.
Não nascia ninguém, nem por acidente. Faltou gente pra tanto mundo, e vieram os dinossauros.

tuiu-01:28-22/10/2006

DADA a tua estupidez, ambicionemos então um FUTURO CONCRETO, EXPRESSO em CUBOS e IMPRESSÕES digitais…

•agosto 20, 2009 • Deixe um comentário

nadanadanadanada
danadanadanadanada
dadadadadadadada
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