O amor da Menina triste c’olharzinho de penumbra e do Menino do nariz arrebitado que se chama R.
Menina triste c’olharzinho de penumbra
Perdoa eu, perdoa, vá… só um tiquin preu não sair chorado…
Pode ser de raspão, de toquin, de lado, perdoa eu, perdoa, vá…
Menino do nariz arrebitado que se chama R.
Perdoo não, que é malvada a coisa que cê fez
Da próxima vez não vai ter vez pra fazer maldade.
E como assim proxima vez sem vez? É pra tentar de novo?
Menina triste c’olharzinho de penumbra que tanto gosto, que gosto tanto…
É pra tentar de novo?
Como é que explico sem complicar? É que pode, mas também não…
Menino do nariz arrebitado que se chama R…
Tenho medo de sentir saudade, e se você for?
Se eu for eu volto, você é eu ficando…
Rumo pro Norte e olho pra trás c’olharzinho de penumbra sangrando
E aí o peitaperta, e nem vou, volto atrás, te juro…
Quem jura mente, R…
E se vida nova brotar de mim por você?
Como é que fico sem prumo, sem rumo, com coração aperreado…?
Já não disse que não vou?!
E que se não for, mesmo que eu vá, não vou: eu volto?
Já nem te juro, PROMETO.
Promete assim, em letra grande, pr’olhar de todo mundo?
Olha que é promessa, promessa quebrada é Deus que cobra…
E não quero Deus cobrando as coisas que cê prometeu
Que venha Deus, e até Diabo!
Se prometi, tá prometido, sem tirar nem por…
Aceite!
Oh, R, Menino do nariz arrebitado!
Te perdoo, meu lindo, tá perdoado!
Pode chegar, dê cá um beijo!